O
cenário é de guerra, já que houve desabamentos...aqui; ali. Mortes. Carros ilhados,
hospitais e escolas alagados, infelizmente. Não é a primeira vez que isso
acontece em Salvador. Mas, como é possível perceber, não é de interesse dos
nossos representantes legais cuidar das áreas mais afetadas de nossa cidade,
áreas essas que compreendem os chamados bairros populares como Calabetão, que vem
sofrendo com tudo isso, há algum tempo, juntamente com Castelo Branco, Cajazeiras e São
Caetano, entre tantos outros.

A cada frente fria, tempestade, ou seja lá qual for o nome que queiramos dar a esse mundaréu de água de cai sobre a capital da Bahia, a sensação é a mesma: um desamparo total_eu sei, alguns irão dizer que é algo que está além de nossas competências_discordo.
É sabido por todos que, historicamente, desde sua
fundação, o relevo da cidade do Salvador apresenta fisionomias diferentes, um
relevo cheio de altos e baixos, sendo, por isso, tal cidade, estrategicamente, escolhida
para ser a sede do governo nos idos do século XVI.
Atualmente
com 466 anos, ainda não foi pensado um projeto de contenção de encostas em
larga escala, tendo em vista o bem-estar da população soteropolitana, que, a
cada chuva, sofre com alagamentos, desmoronamentos, prejuízos diversos e o
pior: com vidas ceifadas precocemente.
Nesta
segunda-feira, 27 de abril, o quadro não está diferente. As feições são de
decepção, sentimento de desesperança; os engarrafamentos são quilométricos e as
caminhadas são muitas. Hoje, mais uma vez, fomos impedidos de exercer nossa
cidadania, já que não pudemos nem ir nem vir. Ficamos parados. Não ouve aula.
Trabalho, não houve. Amanhã_ quem sabe?_estaremos nós contar todas as crianças
soterradas; todas as casas desabadas; todos os móveis destruídos e sonhos
roubados.
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