
Ao fazer poema,
não tenho pena
Escrevo a lápis,
graffiti de parede-murro
nos dentes
Sendo sincero,
sou severo
quase ríspido,
quando penso.
E me vem à mente a frase-provérbio:
“o que não mata, engorda.”
Lembro de Nietzsche,
na minha versão soteropolitana.
E penso:
Em Salvador, o racismo, quando não mata,
aleija,
enlouquece.
...