Quando
a chuva soou no telhado,
pingou
no balde água
Brotou
na mente uma ideia
viva-goteira-repetida
Rolou.
Parede
molhada
Rua
enxurrada
Roupa
chuvalhada
Frio.
Chuva
demorada
Rua
calada
música
constante goteira
Desmoronou
o Barro, Reis, em Angra
Aqui,
também, sangra em vermelho
o Castelo
Branco
Não
se cala, Betão!
Pede
Liberdade a São Caetano
Piedade
para o Nordeste
Encabula!
O
Rio já tá em Vermelho de tristeza
sem
sapatos Plataforma
Difícil
andar pelo Alto...
quarta-feira, 23 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012


O conta-gotas pingou as cotas
A conta brilhou banhada de folhas verdes e
secas
As cotas vieram pagar as contas
das dívidas históricas
Conta no pescoço
Conta sobre as cotas
Falam...
Cotas às custas de lutas nas costas
Gotas de lágrimas alegres quando descem
pelo pescoço enfeitiçado de conta
quer contar sobre as cotas-gotas do desejo
Cota-gotas de remédio
Se pá-li-ativo
vivido
Já é!
...
domingo, 6 de maio de 2012



Ao fazer poema,
não tenho pena
Escrevo a lápis,
graffiti de parede-murro
nos dentes
Sendo sincero,
sou severo
quase ríspido,
quando penso.
E me vem à mente a frase-provérbio:
“o que não mata, engorda.”
Lembro de Nietzsche,
na minha versão soteropolitana.
E penso:
Em Salvador, o racismo, quando não mata,
aleija,
enlouquece.
...
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