quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Pela janela um espelho Telha, muita tábua E tanta madeir’ (ichi!) é que vejo É o que me ver Muito mato. Mato-me de só olhar uma criança menina de rosa cor A fragilidade em meio a escassez não chega e cega Cerca de arame ou bambu chinês num Brasil brasileiro Varal de estacas e panos estendidos Assim como meu espanto Um céu azul de nuvens poucas em contraste com chão...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Eis que me vem à mente a imagem da capoeira sendo perseguida, como capoeiragem, ou ainda, como vadiagem. Capoeira como crime. Criminosa. Por isso mesmo, condenável pelas autoridades do século XIX. Todavia, com o passar do tempo, já no século XX, a capoeira teve enfim a chance de ser reconhecida como arte genuinamente brasileira pelo então presidente Getúlio Vargas. Podendo, assim, atravessar...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Maria descia batendo palmas Esbravejava Maria Olhares em Maria Fitaram Maria Ela ia andando Parou à porta Maria Gritou. Cobrou. As palmas eram secas Pedras ao longe Risco na porta E parede E janelas quebradas Maria sujou a tinta por um instante e por dois Enquanto brotam cédulas pela fenda rasteira da porta Essa Maria... ...

domingo, 5 de outubro de 2014

Moscou pretérito perfeito Moscou de moscar é gíria Verbo criado Falado Larguei o verbo, Moscou  Mais que um verbo Advérbio de lugar Um só lugar em três É um É dois É três Parece jogo de criança Esconde-esconde Mostra-se vivência de adulto E era barro e era gato inanimado era Gambiarra, um resumo Uma síntese se quer daquela depressão Rodeada...