quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Naquele dia, a bandeira balançou Bahia.
Balançou Brasil.
Balançou grávida.

Naquele dia,
de Sol, no CAB,
pensei que, em nossas mentes,
a pressão já não CABe

Não só pensei em mim
Não só pensei no fim
da greve

Enfim...

Fiz um poema
E tive pena de nós,
aqui, a sós
refém de um medo mais que implantado.

sábado, 31 de dezembro de 2011


De longe,
ele se apresenta
se mostra,
por ser robusto,
bissexto.

Cria expectativas...

Fevereiro se espalha
nos espelha,
quiçá,
alegres

São dois.
São duas...

Duas mil
e doze razões
pra ser

mais que feliz

É dose!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011


Ele veio em minha direção
E me abraçou.

Encostou sua cabeça em meu peito.

Nada disse.

Chorou somente
a semente
criança

Sem reação e surpreso
Restou-me apenas
Fazer-lhe
um cafuné...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

It rains
and in my brain...
storms

It rains
but my eyes
don’t close

It rains
but I know
she’s my rose

It rains
and the wind is cold

It rains and only her
could cover me

sexta-feira, 14 de outubro de 2011



De onde eu venho, o Professor é um Mestre,  quase um pai. 

De onde venho, as crianças e os velhos respeitam o profissional da educação...tanto, tanto, tão...

Ah! os adolescentes?! Nem se fala!! Eles são ótimos.  Participam ativamente das aulas. Não ouvem som na sala e tiram o fone rapidamente do ouvido, quando percebem que a aula vai começar. Além disso, é claro, não usam boné, cap, boina, gorro e afins...

Na aula, quase não falam. O professor, esse ser sortudo (coitado!!!), tem que insistir veementemente para conseguir que seus alunos abram a boca naquele ambiente bem iluminado, sem paredes pichadas, com quadro-branco e ventiladores funcionando.

Mas o melhor de tudo...o melhor de tudo de ser um profissional que se preocupa com a formação do cidadão, no lugar de onde eu venho, é o comprometimento daquele lugar sem nome com aquele indivíduo...com a Educação como um todo. Me impressiona tanto tal feito...Mas me impressiona tanto....

que chego a  sonhar...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Pensando o mundo sem sair de meu Castelo,
que quiseram Branco.
Quão bom teria sido aquela Pedra Preta, 
meu quilombo...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011


Na capital do desemprego,
todo ano tem carnaval

Na capital do desemprego
ser camelô já é normal

Na capital do desemprego,
catar latinhas é natural

Na capital do desemprego,
desigualdade é surReal

Na capital do desemprego,
resto de feira é prato principal

Na capital do desemprego
andar de ônibus não tá normal

Na capital do desemprego
a violência cresceu total

Na capital do desemprego,
Educação está um caos

A capital do desemprego,
p’ra quem é de fora é bacanal

Na capital do desemprego,
a luta é injusta, racista e desleal

Na capital do desemprego,
de tudo um pouco
por capital.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011


Hipo
Cri.
Sea.

 Fingimento.
Fingimuito.
Faminto


Dezcaso
Maltrato.
 Nada por acaso.

Desdém.
Dezamores.
Desgosto.

Ego sum!
Tenho.
Posso.

Dez(mata)muito.
Polui(são).
Corrupsou.

Barraco.
Taipa.
Madeirit
Ás-faltos ausentes

Fome.
Hospital.
(Corre)dores!
E mortes.

Funerárias
E brigas
E corpos.

Viva!
Viva!
 Não se tem Alternativa!

Morram todas elas!
Todas as más!
Ah! Mas és!
Mas sois as mazelas!
da pre(tensa) humanidade!

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Já que é pra escrever...
Não meço esforços
São poucos versos
poucos dados,
muitos fardos

(Des)cobrir!!
pra sua sorte
ou desespero
e passei a fazer
uma escrita da gente
veemente
de ateu ou crente
que crê
que quer ter
poder (de escrita )

Poder de reverter
de fazer
de saber
que há muito
essa mesma escrita
esteve a serviço de uma elite
que omite
que só transmite o que lhe é
o que lhe foi
conveniente

Não escritor...
Escrevente!

sábado, 23 de julho de 2011


Perfuro-cortante
atira-se num instante
É certeira a flecha
é certa

Não desiste
insiste
desperta

E corre
e voa
e rasga o vento
o céu
a pele

peleja
pela esquerda
deseja, 
se maneja

À direita, de tudo,
nada de bandeja
porta estreita,
luz na greta
ginga não satisfeita

mandinga
diagonal-
mente
transversal
é horizonte a tal
inverte o vertical

Essa flecha-espada
índio-africana
vai
e voa
e vem
repleta de palavras ácidas
em chama
Que chama!
ferindo o espanto
dos que nem de perto
conseguem vê-la.